Estratégia, Planejamento e Comunicação

PC Magazine mata edição em papel

Postado em 20 de novembro de 2008 por: maju - 2 Comentários »

pcmagazine_0 Não gostamos e nem defendemos a pura e simples republicação de posts em blogs, mas não posso deixar passar essa notícia.

A revista americana de tecnologia PC Magazine não será mais publicada em papel a partir de janeiro de 2009.

O CEO da Ziff Davis, grupo que controla a marca PC Magazine, Jason Young, afirmou que todos os esforços, a partir de agora, serão destinados a versão online da revista. A PC Magazine nasceu em 1982, e foi a líder do mercado americano de revistas de tecnologia durante boa parte desse período.

A publicação já produziu edições com mais de 400 páginas e, por anos, foi considerada importante referência americana para testes comparativos de software e hardware.

Uma versão em Zinio da revista continuará a ser produzida. A equipe, de 140 pessoas, fora sete demissões, continuará empregada no site. Segundo os dados oficiais, todos os funcionários já estavam alocados nas operações de internet.

A única revista em papel que resta do grupo Ziff-Davis é a EGM, sobre games, que também poderá migrar inteiramente para a web, ou ser vendida. Uma decisão sobre a EGM ficou para o final do ano.

Os executivos do grupo Ziff-Davis afirmaram hoje que o online já responde por 70% de seu faturamento, e uma fatia ainda maior de seus lucros. A PC Magazine, segundo afirmaram, está sendo lucrativa este ano, mas daria prejuízo em 2009, em função da queda de publicidade e circulação.

A PC Magazine, antes quinzenal, já teve circulação de 1,2 milhão, mas este ano caiu a 600 mil. A revista tem sofrido nos últimos anos com a migração dos anúncios e das pessoas para a internet. O grupo Ziff-Davis, com dificuldades financeiras há anos, saiu há poucos meses da concordata.

Nada mais coerente para uma revista que fala de tecnologia.

Via Plantão Info

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Brasil passa Reino Unido e alcança o segundo lugar em uso de redes sociais

Postado em 20 de novembro de 2008 por: maju - Sem comentários »

As semanas estão bem corridas, por isso os poucos posts no blog. Mas para não deixar passar em branco essa notícia super interessante e importante para nós que trabalhamos com comunicação, republico na íntegra:

Um estudo da comScore divulgado nesta quarta-feira (19/11) comprova a popularidade que as redes sociais, em especial o Orkut, têm entre os internautas brasileiros. No Brasil, 85% dos internautas com mais de 15 anos em setembro de 2008 navegaram por alguma rede social, um aumento de 9,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os países com mais de 10 milhões de pessoas conectadas à rede, o Brasil está no segundo lugar em utilização de redes sociais, perdendo apenas para o Canadá – onde 87% dos internautas acessaram sites dessa categoria.
"Para os brasileiros, as redes sociais continuam sendo uma atividade bastante popular", disse Alex Banks, gerente da
comScore para a América Latina. Para o analista, uma das explicações é que o conceito de redes sociais "está alinhado" com a cultura local, que também é centrada em comunidades e atividades sociais.
O estudo destaca ainda que o Orkut, rede social do Google, teve 21 milhões de usuários únicos em setembro de 2008. Esses internautas passaram cerca de 500 minutos – ou pouco mais de 8 horas – navegando pelas páginas do site. Segundo Banks, o Orkut tem cinco vezes mais usuários no Brasil do que qualquer outra rede social.

Agradecimentos especiais à Idéia 2.0

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The game is beginning

Postado em 20 de novembro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »

186873_world_cyber_games_2004_finals Segundo dados da Nielsen Games mais de um terço dos gamers se lembra dos anúncios inseridos nos jogos, buscam informações e até compram os produtos. Dos entrevistados, 11% confirmaram já ter comprado produtos anunciados nos jogos, 19% fizeram comentários sobre as marcas e 10% indicaram a marca ou produto para amigos.

O investimento anual em advergames e anúncios in-games é de cerca de US$ 200 milhões e deve superar U$S 1 bilhão até 2011, segundo dados do Yankee Group.

Estes são os primeiros números mais consolidados do impacto desta nova mídia no mercado da propaganda e a julgar por eles o jogo está só começando.

A dica é da Meio Digital a foto é do SXC

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Fórum de Marketing Curitiba 2008 – Parte I

Postado em 19 de novembro de 2008 por: maju - 1 Comentário »

forummktctb Na semana passada fomos convidados pela organização, a cargo do Grupo Positivo, para participar desse grande evento que aconteceu no último dia 13. Em um teatro lotado, 2.300 pessoas ouviram Philip Kotler, Ricardo Guimarães, Fernando Pierri, Jorge Dib e Walter Longo falarem sobre as mudanças e terremotos por que passam o mundo do marketing e da comunicação.

A seguir vamos mostrar o que acreditamos ser o mais relevante entre o que foi apresentado em cada palestra. Para não deixar esse post muito pesado e longo, vamos dividi-lo por palestrantes. Começaremos por Kotler e durante a semana postaremos os demais. Boa leitura.

Philip Kotler – As Novas Tendências do Marketing

kotler1O maior nome mundial do marketing nos surpreendeu positivamente com a defesa entusiasmada de uma nova visão do marketing baseada sobretudo no uso da internet e das mídias digitais. Não que isso seja uma grande novidade, mas vindo do Kotler é um sinal para que os incrédulos comecem a acreditar.

Ao abrir sua apresentação, comparou o marketing a um jogo de dardos, onde os clientes são o centro do alvo e os dardos o investimento em marketing que, no cenário atual, precisa ser cada vez mais preciso. Por isso o papel do novo profissional de marketing é descobrir quem são os clientes e o que eles valorizam em uma empresa, e apontou como estratégia para conseguir as respostas o monitoramento das redes sociais.

Kotler bateu novamente na tecla de que a influência da propaganda é cada vez menor na decisão de compra e que por isso os profissionais de marketing precisam buscar alternativas utilizando de maneira inteligente a internet e as mídias digitais. Também defendeu a tese de que as agências de publicidade precisam tornar-se agências de comunicação e que devem participar mais ativamente dentro de seus clientes no apoio ao desenvolvimento de novos produtos e serviços, já que as agências são grandes fontes de informação sobre o que cliente final quer.

Dentro de um cenário maior, iniciou uma reflexão interessante ao questionar por que o Brasil, um país tão grande e cada vez mais importante mundialmente, não possui marcas globais. No seu entender é porque não há um trabalho profundo de valorização da marca e o estímulo para o desenvolvimento de relacionamento entre empresas e consumidores é muito pequeno. Citou como exemplo as comunidades de marca, que não se restrigem a comunidades em redes sociais, mas que abrangem o dia a dia das pessoas e criam um estilo de vida (caso da Harley Davidson). Essas comunidades acabam por impulsionar o que ele chamou de “empresas que amamos”, que são marcas que entregam um valor elevado a seus clientes e ganham em troca marketing boca a boca, o que, conseqüentemente, as faz gastar menos em marketing do que seus concorrentes para conseguir um resultado muito melhor.

kotler2

Talvez a única “coisa velha” que Kotler defendeu foi a máxima “o cliente é rei”. E nesse ponto não concordamos totalmente com sua visão, pois é preciso um certo cuidado ao ouvir o cliente. O que o cliente quer nesse minuto já não é o que ele quer no minuto seguinte. Esse comportamento adolescente do consumidor atual faz com que essa máxima deva ser utilizada com um certo filtro pelas empresas para que não corram o risco de sair fazendo e fazendo, na ânsia por satisfazer alguém que não tem certeza do que quer. Ouvir o cliente é importante sim, e muito, mas com algum critério.

Durante toda sua apresentação, Kotler destacou que a mídia tradicional não vai morrer, mas que sofrerá transformações substanciais em virtude do crescimento das novas mídias (óbvio). Citou novamente a importância do monitoramento das redes sociais, pois agora o consumidor tem o poder de “incomodar” uma marca através das redes sociais. Temos um exemplo disso aqui bem perto, com o caso do nosso colega Rodrigo Lóssio e sua reclamações via Twitter sobre um problema antigo com a Net.

Ainda nesse contexto, afirmou que “um anúncio é pouco perto da influência das mídias sociais ou do conteúdo gerado pelo consumidor (CGC)”. Aqui fazemos mais uma ressalva, pois os extremos são perigosos, o mais sensato é deixar de lado os radicalismos e trazer para o mercado brasileiro estratégias baseadas nas mídias sociais e em CGC, mas pensadas dentro de uma realidade de produto e de mercado para não caírmos em armadilhas.

Para Kotler, as estratégias de comunicação precisam ser pensadas de forma integrada utilizando a mídia tradicional e as novas mídias, com uma oferecendo suporte a outra e não se excluindo. Defendeu também o uso do marketing viral como forma de promover produtos e serviços, mas ressaltou que um produto ou serviço só se viraliza se tiver valor, for inovador ou inédito. Novamente nada de muito novo.

Destacou também outro importante papel do profissional de marketing, criar buzz através do contato com blogueiros, redes sociais ligadas à marca e outros pontos de influência. Lembrou que todo o processo deve ocorrer de maneira transparente e sem pressão para não torná-lo falso ou agressivo. O blogueiro e as redes sociais devem falar livre e espontaneamente sobre o produto ou serviço, sem filtros ou direcionamentos. Complicadinho isso, não acham?

Mas acreditamos também que essa tarefa não deve se limitar ao mundo digital e que precisa se estender ao mundo de carne e osso. Algo que já era feito há muito tempo, bem antes da internet, mas que perdeu força nos últimos anos, um trabalho sério e comprometido com assessorias de imprensa e formadores de opinião, agregando ainda conselhos de bairro, líderes comunitários e assim por diante.

Outro ponto interessante de sua apresentação foi a afirmação de que não existem mais nichos, ou segmentos, de consumidores dividos demograficamente, mas sim grupos (tribos para Seth Godin) reunidos em torno de um interesse comum (produto, serviço, marca). Daí o surgimento de outras técnicas de pesquisa muito mais etnográficas e baseadas nas observações do comportamento do consumidor, sobretudo dentro das lojas. Exemplificou com a Zmet (Zaltman Metaphor Elicitation Technique), onde a meta é obter insights profundos dos clientes a respeito das marcas. Baseia-se em quatro princípios: o inconsciente impera, as imagens são componentes essenciais da mente, as orientações universais são fundamentais e as metáforas são uma chave para penetrar no inconsciente. Tudo isso porque se acredita que as decisões humanas são tomadas a partir de metáforas sociais, e essas não são reveladas através das pesquisas comuns, como o focus groups, já que as pessoas respondem o que acham que o entrevistador quer ouvir e não o que realmente sentem ou pensam.

Enfim, a palestra de Philip Kotler reafirmou muitas coisas que para quem está com a parabólica ligada não são novidade. Mas valeu pela apresentação bem fundamentada, sincera e direta.

No próximo post Ricardo Guimarães com branding e gestão da marca.

As fotos são uma cortesia da organização do Fórum.

Este post trata de: marketing, palestra, social media
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Fiat e Microsoft em prol do consumo consciente

Postado em 6 de novembro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »

ecodriveTelemetria, redes sociais, ecologia e automóveis, essas poderiam ser as palavras-chave do projeto ecoDrive da Fiat. Lançado em outubro de 2008, na Inglaterra, o sistema está atualmente disponível somente no Fiat 500 e no Grande Punto, mas já no ano que vem estará disponível em todos os modelos da marca, pelo menos na Europa.

A idéia por trás do ecoDrive é genial e ao mesmo tempo tremendamente simples, trata-se de um sistema que registra todos os dados de desempenho do veículo como consumo, troca de marchas, aceleração e frenagens e grava todos estes dados em um pen-drive comum, via Blue&Me, um sistema de comunicação embarcado no próprio automóvel criado pela Microsoft.

Estes dados podem ser então transferidos então para um computador com o programa ecoDrive instalado que analisa o comportamento do veículo e dá dicas de como melhorar o desempenho, reduzir o consumo de combustível e o desgaste do veículo. Os motoristas também podem compartilhar suas informações e dicas do ecoDrive na comunidade on-line ecoVille.

A estimativa da Fiat é que utilizando as dicas do ecoDrive o motorista consiga reduzir em até 15% a geração de gás carbônico de seu veículo além de reduzir consideravelmente a conta no posto.

Quem é louco por automobilismo com certeza vai achar super interessante poder ter a telemetria do seu carro em tempo integral, quem quer preservar o meio-ambiente também vai gostar de saber como reduzir a emissão de poluentes e a ecoVille permitirá criar uma sensação de tribo e ajudará a colocar a marca em contato mais freqüente com seus consumidores.

Saiba mais: www.fiat.co.uk/ecodrive

A dica é do Springwise

Este post trata de: consumidor, ecologia
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Nissan lança novo carro em “Need For Speed Undercover”

Postado em 30 de outubro de 2008 por: naurojr - 1 Comentário »

A marca japonesa mostra toda a ousadia e determinação samurai e lança seu novo esportivo com uma estratégia que deixaria qualquer gerente comercial de veículo de comunicação louco da vida.

nissaneaPara lançar o novo modelo 370Z 2009, a Nissan não vai utilizar campanha publicitária em televisão ou mídia impressa, nem vai fazer uma coletiva de imprensa, muito menos expor o carro em uma luxuosa feira de automóveis internacional.

O 370Z vai aparecer pela primeira vez publicamente no game “Need For Speed Undercover”, que a Electronic Arts lançará no próximo dia 18 de novembro para praticamente todas as plataformas: PlayStation 2, PlayStation 3, Xbox 360, Nintendo DS, Wii, Windows, PSP, iPod Touch, iPhone, N-Gage 2.0 e celulares. Só depois disso é que o carro ganhará as ruas no mundo real.

A Nissan não foi a primeira a abrir mão da mídia tradicional. No início do ano foi a Johnson & Johnson que usou somente a web para lançar toda uma linha de produtos voltados a mamães e seus bebês. Estratégias on-line, ou em mídia interativa, serão cada vez mais freqüentes. Seja pelos excelentes resultados que vêm apresentando, seja pela facilidade de mensuração, controle e adaptação das peças, seja pelo fato de que a audiência tem migrado, cada vez mais, da mídia tradicional para a mídia digital, pluridirecional e interativa.

E para quem acha que a Nissan ficou maluca, vale lembrar que boa parte dos jogadores de videogame são adultos economicamente ativos. Também é interessante pensar que com esta estratégia, a marca pode estar formando seus consumidores do futuro.

A dica foi do Brainstorm #9, clique no link e veja o vídeo do carro no jogo.

Este post trata de: adolescentes, advergames, marketing, mercado
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Pepsi e Amazon: junte e ganhe

Postado em 27 de outubro de 2008 por: maju - Sem comentários »

pepsi Navegando sem muito destino no site da Amazon esbarrei com a possibilidade de baixar de graça, e ainda assim dentro da lei, a música que eu estava ouvindo. O santo milagreiro tem nome e sobrenome Pepsi Stuff – Music and More*, uma promoção da Pepsi e da Amazon que permite aos participantes, além de baixar mp3 (sem DRM), comprar CDs, DVDs, camisetas e acessórios com estampas retrô da Pepsi e alguns gadgets, mas “sem pagar nada” por eles.

A mecânica é simples e bem conhecida, basta juntar tampinhas para trocar pelos brindes. Só que os brindes são muito mais interessantes e a forma de interação muito mais instigante porque você escolhe o que quer em troca de seus pontos. Para participar é preciso se cadastrar no site da Pepsi Stuff utilizando login e senha que o participante já possui na Amazon. Feito isso, é só ir cadastrando os códigos encontrados nas embalagens de Pepsi para acumular pontos e trocar pelos brindes no site da promoção ou no site da Amazon. Cada brinde “vale” um determinado número de pontos e quanto mais “valioso”, mais pontos é preciso juntar.

Além da troca por brindes, também é possível fazer “apostas” (sweepstakes) para concorrer a outros prêmios, como home theaters, câmeras fotográficas e até valores em dinheiro.

Bom, no meu tempo juntar tampinhas de Pepsi para trocar por EPs do Michel Jackson era pra lá de legal. Agora a Pepsi evoluiu o conceito, integrou os canais e, o melhor de tudo, permitiu que o participante escolha o que quer ganhar dentro de uma variedade de opções muito mais interessantes do que cordinhas de plástico com contador de pulos. Bela sacada.

*A promoção é restrita aos residentes nos EUA.

pepsi_stuff

Este post trata de: adolescentes, internet, promoção
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Não estamos sós

Postado em 22 de outubro de 2008 por: maju - Sem comentários »

Quando decidimos mudar totalmente o foco da ID Comunicação e seguir nosso sonho e projeto profissional (veja mais em Diretrizes), alguns acharam que éramos loucos, outros acharam que éramos ousados demais e outros ainda nos olharam assustados sem saber o que dizer.

Mas já era uma decisão tomada e não tinha mais volta. Sempre fomos assim, desde a faculdade, quando acreditamos em algo vamos até o fim. E para completar o quadro, temos o saudável hábito de ler muito, mas muito mesmo, sobre tendências nas mais diversas áreas e começar a aplicar algumas dessas tendências já no presente, não ficamos esperando o futuro bater na porta.

Temos que admitir que não é um caminho fácil, mas está sendo muito bom percorrê-lo. E ficou ainda melhor depois que conhecemos Russel Davies, criador da Open Intelligence Agency, que ele define como “uma consultoria para marcas e pessoas”. Foi interessante e, principalmente, motivante saber que estamos alinhados em pensamentos e ações com mentes privilegiadas e brilhantes como a de Davies. Por isso, transcrevemos alguns trechos da sua entrevista concedida ao Meio & Mensagem desta semana.

“Davies nasceu na cidade britânica de Derby e diz que ‘após falhar como pop-star e escritor de piadas’ foi parar na publicidade. (…) Em 2006, deixou de ser executivo para criar a Open Intelligence Agency, que se define como uma consultoria para marcas e pessoas. O negócio é pequeno na estrutura e tem como colaboradores Emily Reed (Sidney), Jeffre Jackson (Amsterdã) e David Nottoli (Nova Iorque). Mas o alcance é global, até porque, como diz o próprio Davies, com quatro laptops eles podem estabelecer qualquer rede global de cérebros, experiências e imaginação.”

M&M – Da experiência de quem vive em contato com agências e anunciantes de todo o mundo, quais são as questões que merecem um olhar mais profundo nesses próximos anos?
Davies – Há várias delas sendo discutidas. Uma é a escapada dos talentos. As pessoas criativas, interessantes e inteligentes, não querem mais trabalhar em publicidade. Elas preferem atuar em digital, mobile, design ou em alguma outra coisa. (…) Todas as mídias estão se tornando mais baratas e, por causa disso, o potencial para que elas se tornem carregadas de spams horríveis cresce a todo instante. Eu me preocupo com isso, porque longe de se tornar mais focada, a publicidade acaba ficando mais espalhada.

M&M – Esses são os aspectos principais?
Davies – Não posso deixar de citar também a questão da sustentabilidade, que irá impactar a publicidade de diversas maneiras. O tipo de consumismo desenfreado que estimulamos terá de mudar. (…) Nossos clientes vão nos fazer parar de desperdiçar papel, parar de deixar as luzes ligadas e parar de voar. Mas se olharmos sob a perspectiva das oportunidades, se conseguirmos inventar uma nova visão para um capitalismo sustentável e pudermos levar isso para o mundo em desenvolvimento, então poderemos finalmente estar aptos a fazer algo realmente útil.

M&M – O que a Open Intelligence Agency faz exatamente?
Davies – É difícil expressar o que fazemos – tanto porque não nos é permitido falar sobre a maioria dos projetos de que participamos, como porque fazemos algo diferente sempre. Talvez seja mais fácil dizer que somos quatro amigos que eram planejadores em lugares diferentes ao redor do mundo. Trabalhamos com marcas, agências e pessoas e as ajudamos com estratégias, criatividade e fazendo coisas.

M&M – Como foi sua experiência em agências de publicidade?
Davies – Trabalhei na maioria dos departamentos. Comecei como mídia, virei gerente de contas e, finalmente, fui para o planejamento. (…) Quando planejador, fiz muitos trabalhos no digital para Coca-Cola, Nike, Microsoft, Miller, Honda e Nissan. E muitas outras contas menores. (…) Agora o que quero é trabalhar no que está por vir. Aproveitar as habilidades obtidas no mundo da publicidade e aplicar em outros lugares.

M&M – O que você acha do atual modelo de agências?
Davies – Sempre é tempo para um novo modelo de publicidade. Mas só para algumas pessoas e algumas agências. É sempre bom lembrar que você não pode criar um modelo único de publicidade que funcione em todo e qualquer cenário. E é especialmente bom lembrar que as pessoas que são naturalmente boas em criar comunicação e intuitivas sobre o entendimento do que o público vai achar interessante não operam de acordo com as regras tradicionais da publicidade. (…) As pessoas de grande comunicação criam sua própria maneira de trabalhar. Elas não seguem alinhadas às metodologias e ferramentas de algumas redes globais de comunicação.

M&M – Qual sua avaliação sobre a publicidade atual?
Davies – O fato é que existem algumas coisas que estão gerando a necessidade de um novo modelo. Uma delas é que as pessoas não gostam de publicidade. (…) Então, quando as pessoas têm a opção de não assistir à propaganda, assim o fazem. (…) Outro fator que pesa é que as empresas também não gostam de publicidade. É caro e ninguém sabe se está funcionando ou não. (…) Costumava-se dizer que as empresas precisavam de publicidade cara para fazer as pessoas conhecerem seus produtos. É uma grande mentira. Para muitos clientes, provavelmente, agora é melhor investir na criação de serviços extras ou melhorar a qualidade dos produtos do que investir dinheiro em marketing. Para terminar, a cultura também não gosta da publicidade. Nas culturas mais influentes a propaganda costumava ser uma das coisas mais interessantes que existiam. Era algo cheio de novas idéias, novas técnicas, um grande escape para as pessoas criativas fazerem coisas novas. Isso é menos verdadeiro agora. A web e todo o resto do digital indicam que hoje existe todo o tipo de saída para a criatividade. Conforme a publicidade se torna menos efetiva, ela invade mais espaços em nossas vidas. E menos gostamos dela.

Valeu, Davies. Foi um prazer conhecê-lo. Temos muito ainda por desenvolver e aprender, mas é bom saber que não estamos sós.

Para ler a entrevista completa clique aqui (somente para assinantes M&M).

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Um pacotão de Doritos para chamar de seu

Postado em 21 de outubro de 2008 por: maju - Sem comentários »

Na Europa e nos EUA a Doritos coleciona cases de ações envolvendo o público jovem, seu principal mercado, utilizando a internet como ferramenta. Só para citar alguns, quem não lembra do comercial criado por um consumidor e veiculado na final do Superbowl 2007, ou o viral da gaivota que “invade” uma loja de conveniências para “roubar” Doritos e, a mais recente, o widget que permite ao usuário personalizar os sites que visita substituindo os banners por imagens pessoais?

Com a promoção “Quantas tortillas tem dentro do pacote gigante?”, a Elma Chips começa finalmente a apostar em ações mais agressivas para a Doritos aqui no Brasil. A idéia parece atender aos desejos de milhares de consumidores que participam de comunidades no Orkut como a “Eu amo Doritos”, e “Amantes de Doritos”, já que seus participantes receberão de presente um pacote de 5kg de Doritos.

Mas quem quiser realmente ter uma overdose de tortillas amarelas precisa acertar quantos Doritos tem o pacote de 132 kg e 3 m de altura que está sendo transmitido ao vivo no site da promoção. Cada participante tem direito a três apostas e quem acertar leva para casa o singelo pacotinho. Haja armário.

A ação foi desenvolvida pela CuboCC e quer posicionar o Doritos como “salgadinho social”, perfeito para dividir com os amigos e fazer parte de festas e comemorações.

Bom, como “adoradora de Doritos” já fiz minhas apostas. O resultado será divulgado no dia 24 de novembro no portal www.doritos.com.br.

Dica do Brainstorm#9.

site_doritos

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A Playboy desnuda sua receita de sucesso

Postado em 20 de outubro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »

BIQUINE Christie Hefner, Chairman and CEO da Playboy, e filha do fundador da revista Hugh Hefner foi destaque no DMA 08, evento anual da Direct Marketing Association, que aconteceu de 11 a 16 de outubro, em Las Vegas.

Em sua apresentação, Christie mostrou com a empresa saiu de um negócio focado apenas em mídia impressa e tornou-se uma marca multi-milionária, presente nos mais diversos formatos e nichos de negócio.

Diferente do que muita gente pode pensar, o core business da Playboy, segundo Hefner, é atitude, diversão e uma visão de mundo, nudez é só a casca da noz. Para vender este “produto” tão etéreo a empresa empacota experiência de marca através de vários canais. Hoje a marca Playboy é bem sucedida na TV, internet, mobile, varejo e clubes de entretenimento.

Para Christie, a diferença entre empresas como Virgin Airlines e American Airlines , Nike e Reebok é que as primeiras são marcas e as segundas apenas uma empresa de aviação e uma fabricante de calçados. As marcas ultrapassam seu limite original, enquanto as empresas ficam presas em sua estrutura e segmento de mercado.

Entre as lições deixadas aos presentes no DMA destacam-se:

  • Gere sinergia entre os canais (o time de vendas é um só)
  • Respeite a diferença entre os canais (nada de jogar o conteúdo do impresso no on-line, por exemplo)
  • Esteja aberto para aprender, cometer erros e inovar
  • Aprenda constantemente com o consumidor
  • Em um mundo cada vez mais hi-tech seja hi-touch, (pontos de contato físicos continuam e serão cada vez mais relevantes)

A dica é do Update or Die

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