Estratégia, Planejamento e Comunicação

Mais adultos nas redes sociais

Postado em 30 de janeiro de 2009 por: naurojr - 1 Comentário »

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Nem só de adolescentes viciados em internet vivem as redes sociais. A participação de adultos nas redes como Facebook, Orkut, MySpace e outras quadruplicou.

Em 2005 somente 8% dos adultos americanos estavam em alguma destas redes, já em dezembro de 2008 este número era de 35%.

Certo é que este número ainda é pequeno perto dos 93% de participação online de jovens em 12 e 17 anos, mas o crescimento é constante e surpreendente.

Também destaca-se o crescimento da participação da terceira idade na rede. Segundo estudo da Pew Internet & American Life, 45% da população americana entre 70 e 75 anos está on-line hoje em dia.

O que tem atraído adultos para as redes sociais? Contatos profissionais, oportunidades de negócio e reencontro com colegas de escola e de faculdade.

Os números são americanos, mas a julgar pelo número recente de requests em meu e-mail e a divulgação do aumento do número de participantes de algumas redes sociais aqui no Brasil podemos supor que aqui também, os adultos estão começando a descobrir as redes sociais.

Fonte: Read Write Web /BlueBus

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Publicidade na internet não verá a crise

Postado em 13 de janeiro de 2009 por: naurojr - Sem comentários »

O Webinsider publicou hoje uma matéria interessante sobre como a internet poderá ser a tábua de salvação do mercado publicitário no 2009. O texto é do Fernando Schiavon e pode ser lido na íntegra clicando aqui.

Este post trata de: internet, mercado
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Revista CaseBem nº 10 é produzida pela ID Comunicação

Postado em 13 de janeiro de 2009 por: maju - Sem comentários »

capa_edicao10 Começa a chegar às bancas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, a nova edição da revista CaseBem. Um número especial que comemora a 10ª edição da revista. Mais uma vez, a produção foi coordenada pela equipe da ID Comunicação e contou com o trabalho do fotógrafo Cezär Motta, da jornalista Roseane Ribeiro, com produção de moda de Jefferson Machado (Acervo Bossa), make up de Marcos Muniz e modelos da Mega Models.

Esta CaseBem especial ganhou mais espaço e chega às bancas com 144 páginas com o melhor do mercado de casamentos, além de vários fornecedores locais e regionais. O que comprova o sucesso da publicação com o aumento também do número de páginas comerciais.

A grande novidade da edição fica por conta da seção Casamentos+Galeria que exibe uma seleção de lindos casamentos para inspirar ainda mais as leitoras. Os editoriais fotográficos trazem 16 páginas com vestidos de grandes estilistas da região sul e modelos de lingerie para a noite de núpcias.

Com forte presença nos estados da região sul, a revista CaseBem tem se destacado pela qualidade editorial e seriedade do departamento comercial e a cada edição consolida-se como importante veículo do segmento de casamentos da região.

Este post trata de: casamento, casebem, id comunicação, press release
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É "louca" mas não é boba

Postado em 13 de janeiro de 2009 por: naurojr - Sem comentários »

britney-spears

Britney quer um viciado em rede social para administrar sua presença na web e para isto está recrutando.

A “princesinha do pop” colocou um anúncio nos classificados de emprego de Harvard solicitando um candidato que seja: expert em Google Analytics, search engine optmization, tenha experiência em construir, lançar e manter comunidades online, seja um viciado em rede social e interessado em novas ferramentas.

Esta é mais uma confirmação de que para falar com o público jovem é fundamental estar presente nas mídias sociais.

Já faz tempo que YouTube, Orkut, Facebook, Flickr, Twitter etc deixaram de ser somente uma moda nas rodinhas adolescentes e, cada vez mais, se tornam ferramentas legítimas dentro das estratégias de marca de várias empresas. Até a Britney sabe disso.

A dica é do Blue Bus a foto é do Tá no Ar.

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Internet supera jornais como fonte de notícias nos Estados Unidos

Postado em 31 de dezembro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »

O estudo conduzido no começo de dezembro pela Pew Research Center for the People & the Press  mostrou que a internet agora é a segunda fonte de informação dos norte-americanos, tendo ultrapassado os jornais.

Em um ano, a fatia dos que recorrem à internet por notícias subiu de 24% para 40%, enquanto os jornais se mantiveram praticamente estáveis em 35%. A TV continua como fonte líder, com 70% dos entrevistados ligando seus televisores quando estão atrás de notícias. A liderança folgada da TV também parece ser questão de tempo, já que, entre os mais jovens ouvidos pela pesquisa, a busca por dados na TV ou na internet está empatada, já que 59% afirmou recorrer a cada um dos meios, contra 28% a jornais.

Este não é um fenômeno exclusivo dos Estados Unidos, em julho deste ano pesquisa realizada na Europa já apontava também para este cenário.

Com a web tornando-se cada vez mais importante para os consumidores, é só uma questão de tempo para que este panorama se reflita também no investimento publicitário na web em terras brasileiras.

A dica foi do Acontecendo Aqui.

Este post trata de: internet, mercado, pesquisa
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Fórum de Marketing Curitiba 2008 - Parte II

Postado em 25 de novembro de 2008 por: maju - 1 Comentário »

ricardo_guima Como prometido, vamos dar seqüência aos posts sobre o Fórum de Marketing Curitiba 2008 com Ricardo Guimarães.

Ricardo Guimarães nos proporcionou "a melhor palestra curta do evento". Explico, em função de um pequeno atraso na programação o tempo de sua palestra acabou sendo reduzido para não prejudicar o andamento do restante do evento. Mesmo assim, não ficou devendo nada a ninguém. Muito pelo contrário, foi o famoso "falou pouco, mas falou bem".

Ricardo Guimarães - Branding Gestão da Marca

Logo no início, Ricardo Guimarães contextualizou sua apresentacao mostrando uma série de manchetes de jornais e revistas sobre a crise financeira e as mudanças comportamentais e culturais que estão acontecendo e lançou o seguinte conceito: para ter facilidade de adaptação e interação em um meio cada vez mais turbulento, as empresas precisam atuar como organismos vivos. Ou seja, a questão da adaptabilidade foi colocada novamente em foco.

Continuando seu paralelo sobre organismos vivos, Ricardo pontuou que assim como as pessoas estão buscando hoje voltar-se para suas  essências, as empresas também precisam descobrir e viver de verdade as suas. É o que precisa ser externalizado e representado pela marca. A postura como empresa tem que representar o que a empresa realmente é, não há mais espaço para "fakes". Missão e visão são conceitos ligados a um passado puramente industrial, a essência tem muito mais a ver com a existência atual de uma empresa. E é o que realmente mais importa para o cliente.

A idéia de empresas como organismos vivos, foi o gancho para a próxima fase de sua apresentação, onde a interconecção de processos, pessoas e ambientes tem o poder de transformar pequenas causas em grandes efeitos. Não existem mais elementos isolados e imunes. Bom, a crise financeira é a maior prova disso.

E tentar entender ou explicar toda essa complexidade atual não é tarefa para uma única disciplina. Será preciso fazer uso da interdisciplinaridade, somar forças de múltiplos conhecimentos para conseguir "domar" essas novas estruturas sociais e conceituais. Não é pra menos que já existem muitas agências de publicidade e de comunicação com psicólogos, antropólogos, sociólogos etc. em seus quadros.

E diante de todo este cenário caótico, onde o que é novo ainda não se estabeleceu e o que é velho não perdeu a validade, as empresas precisam ter consistência em suas propostas de valor e clareza de sua essência, porque isso gera autenticidade e originalidade na postura e permite a criação de interações verdadeiras com seus clientes. A importância dessa abordagem reside no fato de que a propaganda não consegue criar valor se o produto não tem valor real. E um produto só terá valor se a empresa realmente o tiver na sua essência.

Para fechar sua apresentação, Ricardo Guimarães deixou o seguinte recado: as empresas podem atravessar períodos de turbulência com mais facilidade se criarem vínculos fortes e duradouros com seus clientes. E isso só é possível se definirem o que as move, pois caso contrário não conseguirão achar seu diferencial e, portanto, não inspirarão as pessoas.

Próximo post Fernando Pierry com gestão de clientes.

Este post trata de: marketing, palestra
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PC Magazine mata edição em papel

Postado em 20 de novembro de 2008 por: maju - 2 Comentários »

pcmagazine_0 Não gostamos e nem defendemos a pura e simples republicação de posts em blogs, mas não posso deixar passar essa notícia.

A revista americana de tecnologia PC Magazine não será mais publicada em papel a partir de janeiro de 2009.

O CEO da Ziff Davis, grupo que controla a marca PC Magazine, Jason Young, afirmou que todos os esforços, a partir de agora, serão destinados a versão online da revista. A PC Magazine nasceu em 1982, e foi a líder do mercado americano de revistas de tecnologia durante boa parte desse período.

A publicação já produziu edições com mais de 400 páginas e, por anos, foi considerada importante referência americana para testes comparativos de software e hardware.

Uma versão em Zinio da revista continuará a ser produzida. A equipe, de 140 pessoas, fora sete demissões, continuará empregada no site. Segundo os dados oficiais, todos os funcionários já estavam alocados nas operações de internet.

A única revista em papel que resta do grupo Ziff-Davis é a EGM, sobre games, que também poderá migrar inteiramente para a web, ou ser vendida. Uma decisão sobre a EGM ficou para o final do ano.

Os executivos do grupo Ziff-Davis afirmaram hoje que o online já responde por 70% de seu faturamento, e uma fatia ainda maior de seus lucros. A PC Magazine, segundo afirmaram, está sendo lucrativa este ano, mas daria prejuízo em 2009, em função da queda de publicidade e circulação.

A PC Magazine, antes quinzenal, já teve circulação de 1,2 milhão, mas este ano caiu a 600 mil. A revista tem sofrido nos últimos anos com a migração dos anúncios e das pessoas para a internet. O grupo Ziff-Davis, com dificuldades financeiras há anos, saiu há poucos meses da concordata.

Nada mais coerente para uma revista que fala de tecnologia.

Via Plantão Info

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Brasil passa Reino Unido e alcança o segundo lugar em uso de redes sociais

Postado em 20 de novembro de 2008 por: maju - Sem comentários »

As semanas estão bem corridas, por isso os poucos posts no blog. Mas para não deixar passar em branco essa notícia super interessante e importante para nós que trabalhamos com comunicação, republico na íntegra:

Um estudo da comScore divulgado nesta quarta-feira (19/11) comprova a popularidade que as redes sociais, em especial o Orkut, têm entre os internautas brasileiros. No Brasil, 85% dos internautas com mais de 15 anos em setembro de 2008 navegaram por alguma rede social, um aumento de 9,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre os países com mais de 10 milhões de pessoas conectadas à rede, o Brasil está no segundo lugar em utilização de redes sociais, perdendo apenas para o Canadá - onde 87% dos internautas acessaram sites dessa categoria.
"Para os brasileiros, as redes sociais continuam sendo uma atividade bastante popular", disse Alex Banks, gerente da
comScore para a América Latina. Para o analista, uma das explicações é que o conceito de redes sociais "está alinhado" com a cultura local, que também é centrada em comunidades e atividades sociais.
O estudo destaca ainda que o Orkut, rede social do Google, teve 21 milhões de usuários únicos em setembro de 2008. Esses internautas passaram cerca de 500 minutos - ou pouco mais de 8 horas - navegando pelas páginas do site. Segundo Banks, o Orkut tem cinco vezes mais usuários no Brasil do que qualquer outra rede social.

Agradecimentos especiais à Idéia 2.0

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The game is beginning

Postado em 20 de novembro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »

186873_world_cyber_games_2004_finals Segundo dados da Nielsen Games mais de um terço dos gamers se lembra dos anúncios inseridos nos jogos, buscam informações e até compram os produtos. Dos entrevistados, 11% confirmaram já ter comprado produtos anunciados nos jogos, 19% fizeram comentários sobre as marcas e 10% indicaram a marca ou produto para amigos.

O investimento anual em advergames e anúncios in-games é de cerca de US$ 200 milhões e deve superar U$S 1 bilhão até 2011, segundo dados do Yankee Group.

Estes são os primeiros números mais consolidados do impacto desta nova mídia no mercado da propaganda e a julgar por eles o jogo está só começando.

A dica é da Meio Digital a foto é do SXC

Este post trata de: advergames, internet, pesquisa
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Fórum de Marketing Curitiba 2008 - Parte I

Postado em 19 de novembro de 2008 por: maju - 1 Comentário »

forummktctb Na semana passada fomos convidados pela organização, a cargo do Grupo Positivo, para participar desse grande evento que aconteceu no último dia 13. Em um teatro lotado, 2.300 pessoas ouviram Philip Kotler, Ricardo Guimarães, Fernando Pierri, Jorge Dib e Walter Longo falarem sobre as mudanças e terremotos por que passam o mundo do marketing e da comunicação.

A seguir vamos mostrar o que acreditamos ser o mais relevante entre o que foi apresentado em cada palestra. Para não deixar esse post muito pesado e longo, vamos dividi-lo por palestrantes. Começaremos por Kotler e durante a semana postaremos os demais. Boa leitura.

Philip Kotler - As Novas Tendências do Marketing

kotler1O maior nome mundial do marketing nos surpreendeu positivamente com a defesa entusiasmada de uma nova visão do marketing baseada sobretudo no uso da internet e das mídias digitais. Não que isso seja uma grande novidade, mas vindo do Kotler é um sinal para que os incrédulos comecem a acreditar.

Ao abrir sua apresentação, comparou o marketing a um jogo de dardos, onde os clientes são o centro do alvo e os dardos o investimento em marketing que, no cenário atual, precisa ser cada vez mais preciso. Por isso o papel do novo profissional de marketing é descobrir quem são os clientes e o que eles valorizam em uma empresa, e apontou como estratégia para conseguir as respostas o monitoramento das redes sociais.

Kotler bateu novamente na tecla de que a influência da propaganda é cada vez menor na decisão de compra e que por isso os profissionais de marketing precisam buscar alternativas utilizando de maneira inteligente a internet e as mídias digitais. Também defendeu a tese de que as agências de publicidade precisam tornar-se agências de comunicação e que devem participar mais ativamente dentro de seus clientes no apoio ao desenvolvimento de novos produtos e serviços, já que as agências são grandes fontes de informação sobre o que cliente final quer.

Dentro de um cenário maior, iniciou uma reflexão interessante ao questionar por que o Brasil, um país tão grande e cada vez mais importante mundialmente, não possui marcas globais. No seu entender é porque não há um trabalho profundo de valorização da marca e o estímulo para o desenvolvimento de relacionamento entre empresas e consumidores é muito pequeno. Citou como exemplo as comunidades de marca, que não se restrigem a comunidades em redes sociais, mas que abrangem o dia a dia das pessoas e criam um estilo de vida (caso da Harley Davidson). Essas comunidades acabam por impulsionar o que ele chamou de “empresas que amamos”, que são marcas que entregam um valor elevado a seus clientes e ganham em troca marketing boca a boca, o que, conseqüentemente, as faz gastar menos em marketing do que seus concorrentes para conseguir um resultado muito melhor.

kotler2

Talvez a única “coisa velha” que Kotler defendeu foi a máxima “o cliente é rei”. E nesse ponto não concordamos totalmente com sua visão, pois é preciso um certo cuidado ao ouvir o cliente. O que o cliente quer nesse minuto já não é o que ele quer no minuto seguinte. Esse comportamento adolescente do consumidor atual faz com que essa máxima deva ser utilizada com um certo filtro pelas empresas para que não corram o risco de sair fazendo e fazendo, na ânsia por satisfazer alguém que não tem certeza do que quer. Ouvir o cliente é importante sim, e muito, mas com algum critério.

Durante toda sua apresentação, Kotler destacou que a mídia tradicional não vai morrer, mas que sofrerá transformações substanciais em virtude do crescimento das novas mídias (óbvio). Citou novamente a importância do monitoramento das redes sociais, pois agora o consumidor tem o poder de “incomodar” uma marca através das redes sociais. Temos um exemplo disso aqui bem perto, com o caso do nosso colega Rodrigo Lóssio e sua reclamações via Twitter sobre um problema antigo com a Net.

Ainda nesse contexto, afirmou que “um anúncio é pouco perto da influência das mídias sociais ou do conteúdo gerado pelo consumidor (CGC)”. Aqui fazemos mais uma ressalva, pois os extremos são perigosos, o mais sensato é deixar de lado os radicalismos e trazer para o mercado brasileiro estratégias baseadas nas mídias sociais e em CGC, mas pensadas dentro de uma realidade de produto e de mercado para não caírmos em armadilhas.

Para Kotler, as estratégias de comunicação precisam ser pensadas de forma integrada utilizando a mídia tradicional e as novas mídias, com uma oferecendo suporte a outra e não se excluindo. Defendeu também o uso do marketing viral como forma de promover produtos e serviços, mas ressaltou que um produto ou serviço só se viraliza se tiver valor, for inovador ou inédito. Novamente nada de muito novo.

Destacou também outro importante papel do profissional de marketing, criar buzz através do contato com blogueiros, redes sociais ligadas à marca e outros pontos de influência. Lembrou que todo o processo deve ocorrer de maneira transparente e sem pressão para não torná-lo falso ou agressivo. O blogueiro e as redes sociais devem falar livre e espontaneamente sobre o produto ou serviço, sem filtros ou direcionamentos. Complicadinho isso, não acham?

Mas acreditamos também que essa tarefa não deve se limitar ao mundo digital e que precisa se estender ao mundo de carne e osso. Algo que já era feito há muito tempo, bem antes da internet, mas que perdeu força nos últimos anos, um trabalho sério e comprometido com assessorias de imprensa e formadores de opinião, agregando ainda conselhos de bairro, líderes comunitários e assim por diante.

Outro ponto interessante de sua apresentação foi a afirmação de que não existem mais nichos, ou segmentos, de consumidores dividos demograficamente, mas sim grupos (tribos para Seth Godin) reunidos em torno de um interesse comum (produto, serviço, marca). Daí o surgimento de outras técnicas de pesquisa muito mais etnográficas e baseadas nas observações do comportamento do consumidor, sobretudo dentro das lojas. Exemplificou com a Zmet (Zaltman Metaphor Elicitation Technique), onde a meta é obter insights profundos dos clientes a respeito das marcas. Baseia-se em quatro princípios: o inconsciente impera, as imagens são componentes essenciais da mente, as orientações universais são fundamentais e as metáforas são uma chave para penetrar no inconsciente. Tudo isso porque se acredita que as decisões humanas são tomadas a partir de metáforas sociais, e essas não são reveladas através das pesquisas comuns, como o focus groups, já que as pessoas respondem o que acham que o entrevistador quer ouvir e não o que realmente sentem ou pensam.

Enfim, a palestra de Philip Kotler reafirmou muitas coisas que para quem está com a parabólica ligada não são novidade. Mas valeu pela apresentação bem fundamentada, sincera e direta.

No próximo post Ricardo Guimarães com branding e gestão da marca.

As fotos são uma cortesia da organização do Fórum.

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