Estratégia, Planejamento e Comunicação

Um pequeno suspiro para a Blockbuster

Postado em 29 de março de 2010 por: maju - Sem comentários »

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Não é nenhuma grande novidade o fato da Blockbuster estar agonizando. Há pelo menos cinco anos, a maior rede de videolocadoras do mundo, vem sendo duramente golpeada por uma mudança nos hábitos de consumo de entretenimento e por concorrentes, como Netflix, iTunes Store, Red Box entre outros. Porém, parece surgir uma luzinha, bem fraca diga-se de passagem, no fim do túnel da Blockbuster.

Tentando desesperadamente recuperar receita, apesar das constantes notícias sobre falência, a Blockbuster vem apostando em frentes como a entrega de filmes em casa, locação de filmes on demand, parcerias com estúdios e operadoras de celular e quiosques de locação. De todas essas tentativas, a que parece estar trazendo mais resultados é a dos quiosques.

Pelo menos aqui em Miami é possível testemunhar com os próprios olhos o sucesso destas máquinas de locação. Dificilmente você encontra um Blockbuster Express sem fila. Enquanto as lojas físicas estão praticamente às moscas, os quiosques são a sensação. Exceto por uma ou outra loja, em bairros mais afastados e com poucas opções de entretenimento, que mantem o movimento, os quiosques realmente parecem ter trazido um novo ânimo à gigante moribunda.

O motivo do sucesso? Comodidade (escolha, passe o cartão, pegue o filme e vá para casa assistir)? Novidade (é mais rápido do que esperar o streaming do filme ou o correio com o DVD/Blu-Ray)? Preço (locação por $1)? Não se sabe ainda a resposta, até porque a briga com a Red Box, pioneira dos quiosques, é dura, mas já é o suficiente para ficar de olhos e ouvidos atentos.

Não acredito que o mercado de locação de filmes deixará de existir. Aliás não acredito que nada sumirá de vez, sejam livros, rádios, jornais. Muitos coexistirão, mas não com os mesmos lucros do passado. O que, com certeza, deve acontecer, é uma modificação brutal do negócio. E só sobreviverá quem estiver disposto a mudar, adaptar-se, propor soluções que agreguem e não somente reclamar que “a internet acabou com o mercado”, ou “a concorrência é desleal”. O velho ditado é sábio: “se não pode vencê-lo, junte-se a ele” e tire o melhor proveito desta oportunidade.

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