Fórum de Marketing Curitiba 2008 - Parte II
Postado em 25 de novembro de 2008 por: maju -
Como prometido, vamos dar seqüência aos posts sobre o Fórum de Marketing Curitiba 2008 com Ricardo Guimarães.
Ricardo Guimarães nos proporcionou "a melhor palestra curta do evento". Explico, em função de um pequeno atraso na programação o tempo de sua palestra acabou sendo reduzido para não prejudicar o andamento do restante do evento. Mesmo assim, não ficou devendo nada a ninguém. Muito pelo contrário, foi o famoso "falou pouco, mas falou bem".
Ricardo Guimarães - Branding Gestão da Marca
Logo no início, Ricardo Guimarães contextualizou sua apresentacao mostrando uma série de manchetes de jornais e revistas sobre a crise financeira e as mudanças comportamentais e culturais que estão acontecendo e lançou o seguinte conceito: para ter facilidade de adaptação e interação em um meio cada vez mais turbulento, as empresas precisam atuar como organismos vivos. Ou seja, a questão da adaptabilidade foi colocada novamente em foco.
Continuando seu paralelo sobre organismos vivos, Ricardo pontuou que assim como as pessoas estão buscando hoje voltar-se para suas essências, as empresas também precisam descobrir e viver de verdade as suas. É o que precisa ser externalizado e representado pela marca. A postura como empresa tem que representar o que a empresa realmente é, não há mais espaço para "fakes". Missão e visão são conceitos ligados a um passado puramente industrial, a essência tem muito mais a ver com a existência atual de uma empresa. E é o que realmente mais importa para o cliente.
A idéia de empresas como organismos vivos, foi o gancho para a próxima fase de sua apresentação, onde a interconecção de processos, pessoas e ambientes tem o poder de transformar pequenas causas em grandes efeitos. Não existem mais elementos isolados e imunes. Bom, a crise financeira é a maior prova disso.
E tentar entender ou explicar toda essa complexidade atual não é tarefa para uma única disciplina. Será preciso fazer uso da interdisciplinaridade, somar forças de múltiplos conhecimentos para conseguir "domar" essas novas estruturas sociais e conceituais. Não é pra menos que já existem muitas agências de publicidade e de comunicação com psicólogos, antropólogos, sociólogos etc. em seus quadros.
E diante de todo este cenário caótico, onde o que é novo ainda não se estabeleceu e o que é velho não perdeu a validade, as empresas precisam ter consistência em suas propostas de valor e clareza de sua essência, porque isso gera autenticidade e originalidade na postura e permite a criação de interações verdadeiras com seus clientes. A importância dessa abordagem reside no fato de que a propaganda não consegue criar valor se o produto não tem valor real. E um produto só terá valor se a empresa realmente o tiver na sua essência.
Para fechar sua apresentação, Ricardo Guimarães deixou o seguinte recado: as empresas podem atravessar períodos de turbulência com mais facilidade se criarem vínculos fortes e duradouros com seus clientes. E isso só é possível se definirem o que as move, pois caso contrário não conseguirão achar seu diferencial e, portanto, não inspirarão as pessoas.
Próximo post Fernando Pierry com gestão de clientes.
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