O consumidor e as marcas | Ele flerta com muitas, fica com poucas
Postado em 29 de setembro de 2008 por: naurojr - Sem comentários »O post abaixo é da coluna do Marinho no BlueBus.
Um velho comercial da TV educativa espanhola mostra a história de um caozinho tristonho, que abandona seu dono porque o menino nao quer mais saber de brincar e passa os dias na frente da televisao. Se esse filme fosse produzido nos dias de hoje, certamente a TV seria substituída pelo computador, pelo celular e pelo iPod. Prova disso é uma pesquisa feita pelo Yahoo alguns meses atrás, que mostrou que atualmente os americanos passam 3 vezes mais tempo em contato com a tecnologia do que com amigos e parentes. Outra descoberta do Yahoo é que, durante todo o tempo em que passam conectados, os internautas visitam em média 85 diferentes websites por mês nos EUA. Porém, envolvimento de verdade eles possuem com apenas 1,5 websites, que recebem visitas diárias e concentram 1/3 do tempo de navegaçao desse pessoal.
Esses números coincidem com vários outros estudos que revelam que, apesar de expostos a uma imensidao de marcas, nós acabamos nos relacionando mais profundamente com apenas algumas delas. Quer um exemplo? Frequentemente as pessoas se surpreendem quando eu explico que a quantidade média de lojas visitadas pelos brasileiros em um shopping center anda na casa de 3 – vale lembrar que os shoppings por aqui têm em média de 150 a 200 lojas. Da mesma forma, nossos repertórios de marca em geral sao compostos de um punhado delas, apesar de sermos bombardeados por cerca de 3 mil mensagens publicitárias diariamente. Todos esses dados sugerem que ainda é possível conquistar a fidelidade dos consumidores, desde que o objetivo das marcas seja desenvolver relacionamentos e nao simplesmente fechar uma transaçao.
A conclusão do Marinho só reforça a idéia que defendemos aqui na agência. Não basta mais pensar só na venda. Vender é conseqüência de uma série de ações de marketing e de posturas assumidas pela empresa perante seus clientes e mercado.
É bem verdade, o papel do marketing nunca foi vender, ele sempre teve como missão encantar o cliente, mas em épocas de vacas magras e de resultados mágicos, convecionou-se por acreditar que o marketing era uma ferramenta de venda, quando não o é. Cada vez mais o marketing tem se posicionado um, dois ou três degraus acima das funções relacionadas ao departamento de vendas.
Branding, brandutility, engagement… Quem está de olhos abertos e ouvidos atentos tem percebido que o caminho do novo marketing é por ai.
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